A
execução de revestimentos de
piso em cimento queimado é uma técnica
bastante antiga que, apesar de estar em desuso,
pode ser uma alternativa econômica e
prática para áreas não
sujeitas a tráfego muito intenso, secundárias,
ou quando se quer dar um caráter mais
rústico para o ambiente.
Antes
da aplicação, é necessário
verficar se o substrato (contrapiso) está
perfeitamente sadio, não apresentando
afundamentos, fissuras significativas, esfarelamentos
ou contaminações de óleo
ou graxa. É importante que o contrapiso
esteja o mais nivelado possível e com
a superfície áspera, de modo
ter-se boa aderência do revestimento.
O ideal é que contrapiso seja em concreto
armado ou, no mínimo, em argamassa
armada com tela. Contrapisos em caliça,
brita, saibro, argila ou areia compactados,
não são indicados para este
tipo de revestimento, devido à grande
possibilidade de fissurações.
Após
a verificação do contrapiso,
com eventual correção dos problemas,
deve-se seguir o roteiro abaixo.
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Limpeza
do substrato com varrição e
aspiração do pó;
Divisão da área do piso em quadros,
formados por guias de madeira de lei, mármore,
granito ou material plástico, com espessura
de 10mm e altura de 30mm. As guias servirão
como gabarito para nivelamento da argamassa
de revestimento, portanto deverão ser
perfeitamente niveladas. Os quadros deverão
ter dimensões máximas de 3,00
x 3,00m, podendo formar desenhos variados,
de acordo com a paginação de
piso projetada, não precisando ser
necessariamente quadrados;
Caso a superfície não tenha
a necessária aspereza, aplicação
de uma camada de chapisco de aderência,
em argamassa de cimento e areia grossa lavada,
traço 1:3 em volume, aditivada de resina
adesiva vinílica, como o “Sikafix
Super” da Sika, por exemplo, na proporção
indicada pelo fabricante. A espessura média
deste chapisco deverá ser de 5mm;
Aplicação da argamassa base,
em cimento e areia fina lavada, traço
1:3 em volume, em quadros alternados, como
num tabuleiro de xadrez. A espessura média
da argamassa base deverá ser de 30mm,
ou 25mm quando for utilizado chapiso de aderência,
podendo variar de acordo com a regularidade
da superfície do contrapiso. Recomenda-se
o uso de um aditivo plastificante como o "Sikanol
S" da Sika, por exemplo, na proporção
indicada pelo fabricante, para evitar-se as
fissuras por retração e melhorar
a trabalhabilidade da argamassa. Para melhorar
a impermeabilidade, em ambientes úmidos,
pode-se utilizar um aditivo impermeabilizante,
como o "Sika 1" da Sika, por exemplo,
na proporção indicada pelo fabricante;
Alisamento da argamassa, de preferência
com régua metálica, utilizando-se
das guias divisórias dos quadros para
nivelamento;
Polvilhamento de cimento seco sobre a superfície
ainda fresca, na razão de 0,5 kg/m2;
Alisamento suave do cimento polvilhado com
desempenadeira de aço, sem pressionar
a argamassa base.
Observações:
Para
obter-se uma coloração clara
para o piso, próxima ao branco, pode-se
utilizar cimento branco na argamassa base.
Para obter-se colorações diferenciadas,
pode-se aditivar a argamassa base com corantes
como o pó "Xadrez" ou o "Bayferrox"
da Bayer, por exemplo, na proporção
indicada pelo fabricante. Neste caso, recomenda-se
que se utilize cimento branco na argamassa
base, de modo a alterar-se o mínimo
possível a coloração
desejada.
No lugar das guias indicadas, pode-se utilizar
faixas de placas cerâmicas, de mármore,
granito, madeira ou tijolos maciços,
compondo desenhos diferenciados, de acordo
com a paginação projetada.
Importante:
Caso
existam juntas de dilatação
no contrapiso existente, elas deverão
ser respeitadas e reproduzidas no novo revestimento.
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